FORTALEZA INTERIOR

Se queres a prosperidade,a alegria,a saúde – oque é natural – acredita que és capaz de obtê-las,aceita-as e segue-as em teus cuidados. Defende-te dos maus pensamentos! Para aproveitar os novos dias fortalece o teu íntimo,crendo na força do teu “eu”, da tua inteligência,do teu espírito. Faze-te nova pessoa,que os tempos surgem novos. Quanto mais confias no que fazes,dizes e compreendes,mais firmes se tornam para ti a esperança,a alegria e a paz. Crê na felicidade,mesmo nos momentos difíceis.` És como o diamante, que, lapidado,mostra resistência,beleza e valor. Seja forte e creia sempre que és capaz de realizar aquilo que se propôs a fazer.

100 anos de imigração japonesa

Haverá no Rio uma exposição de Armaduras e Espadas japonesas no museu Histórico Nacional), aquela ao lado da praça XV, a partir de 11 de Junho a 27 de Julho. O tema é “O Espírito do Budô: A História das Artes Marciais do Japão” e faz parte da comemoração do centenário da imigração.

Fudo-Myo Sama

Fudo-Myo Sama

Quase a totalidade dos ocidentais desconhecem a figura de Fudo-Myo. Foi o Deus (Sama) protetor dos Guerreiros Ninjas e Samurais do antigo Japão. Estes quando partiam para uma batalha, não temiam a morte porque julgavam estar sob a proteção de Fudo-Myo. Muitos conhecem Fudo-Myo como o Deus da guerra ou dos guerreiros, e é claro que o nome pode ser mal interpretado. Na verdade Fudo-Myo simboliza o lado guerreiro de cada um. O fogo que envolve Fudo-Myo simboliza o interior do ser humano que queima, porém sem ser qualquer sentimento nefasto, representa a pureza do espírito, ou podemos até dizer que é a essência do homem. No seu rosto e corpo transparecem as emoções negativas, todavia, são para destruir vibrações negativas. Cultuando-o, você estará protegido dos males espirituais, das invejas, dos rancores e de outras energias negativas. A espada em sua mão direita é a imposição da lei universal e da proteção. A corda na mão esquerda simboliza a liberdade, pois com Fudo-Myo nos libertamos de pensamentos negativos e assim nos tornamos livres. Para os praticantes de artes marciais, Fudo-Myo é o reflexo de nosso maior oponente, nos mesmos. Para dominar os outros é necessário antes de tudo saber se dominar. No mundo atual, o ser humano, cada vez mais vai perdendo sua origem e com ela, a dignidade e o respeito. A fé, a crença em um ser supremo está se distanciando cada vez mais. Pobres homens! Se soubessem que tudo neste mundo é transição, que tudo nos é emprestado, o nosso corpo, até a nossa vida! Tanto o nosso corpo como a nossa mente devem ser tratados como um prédio em construção, onde o pilar mestre é a nossa consciência, apoiados com as vigas do saber e do treinamento. Assim deve ser interpretado Fudo-Myo.

Samurai encontrando Fudo-Myo em um bosque

Não conheço nenhum General!

Em 1881, um jovem general de nome Kunio Kitagaki, afamado burocrata, famoso por conseguir a estrutura necessária para fazer de Kyoto um pólo industrial, estava a viajar em negócios, e como grande “general Kitagaki” era recebido com todas as honrarias, e começava a gozar de prestígio em todo o Japão. Mesmo diante do Imperador era tratado com enorme respeito. Um dia ele foi visitar o seu velho amigo, o monge do templo Tofuku. Ao chegar, disse a um monge noviço: “Diga ao Mestre que o grande general Kitagaki está aqui.” O noviço foi ao seu mestre e disse: “Mestre, o Grande General Kitagaki está aqui.” O mestre respondeu: “Não conheço grandes generais…!” O noviço voltou à presença do militar com o recado, enquanto o velho sábio observava do pórtico: “Desculpe, o mestre não pode vê-lo. Ele não conhece nenhum “grande general.” Inicialmente, o general ficou surpreendido, depois indignado, e finalmente compreendeu. Humildemente disse ao noviço: “Desculpe. Por favor, diga ao Mestre que Kitagaki deseja vê-lo.” O monge assim o fez. Logo, o mestre aproximou-se com um sorriso e cumprimentou: “Ah, Kitagaki! Há quanto tempo! Por favor, entre.” ar de prestígio em todo o Japão. Mesmo diante do Imperador era tratado com enorme respeito. Um dia ele foi visitar o seu velho amigo, o monge do templo Tofuku. Ao chegar, disse a um monge noviço: “Diga ao Mestre que o grande general Kitagaki está aqui.” O noviço foi ao seu mestre e disse: “Mestre, o Grande General Kitagaki está aqui.” O mestre respondeu: “Não conheço grandes generais…!” O noviço voltou à presença do militar com o recado, enquanto o velho sábio observava do pórtico: “Desculpe, o mestre não pode vê-lo. Ele não conhece nenhum “grande general.” Inicialmente, o general ficou surpreendido, depois indignado, e finalmente compreendeu. Humildemente disse ao noviço: “Desculpe. Por favor, diga ao Mestre que Kitagaki deseja vê-lo.” O monge assim o fez. Logo, o mestre aproximou-se com um sorriso e cumprimentou: “Ah, Kitagaki! Há quanto tempo! Por favor, entre.”

DO – O CAMINHO: DISCIPLINA , GRATIDÃO E COMPROMISSO

O do é o caminho, a senda reta que outros percorreram antes e nos transmitiram sua experiência em forma de um ensinamento.
…entendemos que é necessário afastar a mente de possíveis más interpretações; em primeiro lugar, a prática do do, o caminho, implica obviamente uma disciplina. Mas esta palavra pode despertar certas associações que não correspondem à realidade da prática. Não é a disciplina da rigidez própria de alguns costumes militares, nem reside no fato de cumprir algumas normas que a pessoa não compreende, nem se trata de uma exigência disciplinar externa. Incumbe a disciplina no sentido mais simples e essencial do termo, porque a palavra disciplina deriva claramente de discípulo , marcando a atitude que lhes é própria. A disciplina é a atitude daquele que quer aprender e o Aikido é um eterno aprender a aprender. E para aprender, assim como para desenvolver qualquer atividade proveitosa, é necessária certa ordem, do mesmo modo que se faz necessário manter um escritório ordenado para que a atividade possa fluir agilmente. No Aikido levamos à prática uma disciplina interna e isso significa uma disciplina da pessoa com ela mesma. Não se trata de exigir disciplina do outro como ocorre em algumas educações tergiversadas, nas quais o superior exige disciplina do inferior, mas ele mesmo não a tem. Trata-se de poder chegar a ser- por assim dizer- amo de si mesmo, de autodisciplinar-se mediante o desenvolvimento da prática marcial.

… O do também se fundamenta no compromisso.
O verdadeiro significado do compromisso converteu-se infelizmente em algo bastante estranho para a mentalidade reinante atual. Não obstante, sentimos que toda pessoa que conserva sua dignidade sabe, em uma parte de si mesma, que o compromisso é essencial. Na perspectiva da cultura japonesa, o compromisso está ligado ao hara , ao centro físico e espiritual da pessoa, que se situa no abdômen. Aquele que atua a partir do hara se compromete com suas entranhas em toda ação que empreende. Mas se tomamos a ação mais exemplar do compromisso, a de dar nossa palavra, observamos que a palavra verdadeiramente sentida é dita a partir do hara , não movida por um capricho do momento. Por isso, no Japão se diz que antes de dar a palavra, deve-se pensar três vezes com o hara, isto é; o compromisso não pode surgir como um fruto de um pensamento isolado, de um sentimento passageiro.
… Insistimos nesse ponto porque entendemos que é vital compreender o fundamento de uma ética prática da dignidade humana: em cada fato em que dou minha palavra, comprometo o profundo do meu ser- o meu hara- e o gravo a fogo em mim mesmo. Cada ato põe em jogo a minha integridade… se a palavra está dada, envolve a integridade da pessoa. Por isso não se deve acostumar a mente a dar uma palavra que depois não será cumprida. Assim, deve-se diferenciar a mera conveniência daquilo que significa o compromisso autêntico… Quando se empenha a palavra, deve-se agir em conseqüência. Contudo, ocorre muito habitualmente que, depois, surge alguma oportunidade de algum trabalho ou de maior prazer e deixa-se o compromisso de lado. Assim se faz o conveniente, mas se esquece o mais importante: a palavra empenhada. Com a repetição, essa modalidade produz um costume. A mente aprende a dar palavras que não cumpre e o hara se debilita, a integridade se deteriora.
Por esta razão, a conveniência individualista é contrária ao movimento do do , do caminho que conduz ao crescimento… Quem percorre o caminho do Aikido, de toda verdadeira arte marcial ou caminho espiritual, tem que pôr seu ser inteiro. Quando isto é feito, compreende-se o que é compromisso e age-se responsavelmente em conseqüência.
… Ocorre muitas vezes que uma pessoa começa a praticar e me diz emocionada: “O Aikido mudou minha vida, estou muito agradecido”, mas com o tempo, frente à primeira dificuldade, deixa de praticar. Onde ficou aquele agradecimento?! O que se fez daquele desejo inicial que parecia invencível?! Quando isso ocorre, percebe-se a falta de compromisso.
É preciso que se entenda que esse comprometer-se no do é uma obrigação que se toma para si mesmo. Quando realmente é assim, o compromisso leva à superação das próprias limitações, à evolução.
…Se não se agradece e não se mostra com ações concretas o compromisso, não se demonstra respeito por aqueles que lhe beneficiaram com o ensinamento: corta-se o teu caminho e desonra-te a ti mesmo.
A observância da disciplina, do agradecimento e do compromisso te fortalece, mantém-te no do, assim te tornas parte dele e encontras teu próprio caminho.

Autoridade X Responsabilidade

“A adversidade leva alguns a serem vencidos, e outros a baterem recordes.”
William Arthur Ward

Quanto pesa a responsabilidade de um cargo?

Observa-se que muitos perseguem nomeações para cargos e disputam, com ardor, lugares que lhes conferirão autoridade sobre outros.

Contudo, quando assumem postos de comando esquecem-se dos objetivos reais para os quais foram ali colocados, passando a agir em seu próprio favor.

Tal posição nos recorda a história de um homem que foi nomeado mandarim, uma espécie de conselheiro na China.

Envaidecido com a nova posição, pensou em mandar confeccionar roupas novas.

Seria um grande homem, agora.

Importante.

Um amigo lhe recomendou que buscasse um velho sábio, um alfaiate especial que sabia dar a cada cliente o corte perfeito.

Depois de cuidadosamente anotar todas as medidas do novo mandarim, o alfaiate lhe perguntou há quanto tempo ele era mandarim. A informação era importante para que ele pudesse dar o talhe perfeito à roupa.

Ora, perguntou o cliente, o que isso tem a ver com a medida do meu manto?

Paciente, o alfaiate explicou: “a informação é preciosa.

É que um mandarim recém-nomeado fica tão deslumbrado com o cargo que anda com o nariz erguido, a cabeça levantada. Nesse caso, preciso fazer a parte da frente maior que a de trás.

Depois de alguns anos, está ocupado com seu trabalho e os transtornos advindos de sua experiência. Torna-se sensato e olha para diante para ver o que vem em sua direção e o que precisa ser feito em seguida. Para esse costuro um manto de modo que fiquem igualadas as partes da frente e a de trás.

Mais tarde, sob o peso dos anos, o corpo está curvado pela idade e pelos trabalhos exaustivos, sem falar na humildade que adquiriu pela vida de esforços. É o momento de eu fazer o manto com a parte de trás mais longa.

Portanto, preciso saber há quanto tempo o senhor está no cargo para que a roupa lhe assente perfeitamente.”

O homem saiu da loja pensando muito mais nos motivos que levaram seu amigo a lhe indicar aquele sábio alfaiate, e menos no manto que viera encomendar.

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Cargos e funções, são sempre responsabilidades que nos são oferecidas pela divindade para nosso progresso.

Não há motivo para vaidade, acreditando-se superior ou melhor que os outros.

Quando Pilatos assegurou a Jesus que tinha o poder de vida e morte, e que em suas mãos estava o destino de suas horas seguintes, o Mestre alertou-o dizendo: “Procurador, a autoridade de que desfrutas não é tua; foi-te concedida e poderá ser-te retirada.”

De fato isso veio a acontecer.

Apenas poucos anos após a morte de Jesus, o poder de Roma retirou do procurador da Judéia, Pôncio Pilatos, toda a autoridade. Ele perdeu o cargo, o prestígio, e tudo que acreditava fosse eterno em suas mãos.

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Toda autoridade deve se centralizar no amor e na vida exemplar, a fim de se fazer real.

A autoridade de que nos vejamos investidos deve ser exercida sem jamais ferir a justiça.

No desempenho dos nossos deveres, recordemos que só uma autoridade é soberana: aquela que procede de Deus, por ser a única legítima.

Por Que Brigam os Pit Boys ?

Por Que Brigam os Pit Boys ?
Por Luiz Magãlhaes.

“É um equívoco associar os “pit boys” ao jiu-jitsu, conforme lemos com freqüência nos jornais. Os atletas são disciplinados e não procuram confusão. Além do mais, o jiu-jitsu é um “jogo de xadrez”, prevalecendo a inteligência sobre a força. Portanto, minha solidariedade aos milhares de adeptos brasileiros do jiu-jitsu que amam a prática esportiva desta modalidade.

Na base das chamadas artes marciais japonesas estão a disciplina, o bom-caráter e a gratidão. Eu diria que há mais duas qualidades essenciais: bom humor e humildade. Só a arrogância é capaz de eliminar a vontade de aprender e a procura por autoconhecimento. Com arrogância, partimos para o confronto como instrumento de compensação, transformando o medo em violência.

Será possível entender esta questão de violência sob a ótica das leis naturais ? Acho que sim, mas não é fácil entender o universo. É como a arte marcial: não precisamos entender, apenas praticar. Não é preciso decifrar o universo, basta participarmos dele. É isto, trata-se de “praticar o universo.” Se é requerido de nós esvaziarmos a mente para a prática da arte marcial, o mesmo se aplica à natureza. Em ambos os casos a condição indispensável é a paz de espírito, que acaba se expressando através da bondade no processo de integração de espírito e matéria. Quando isto acontece criador e criatura se tornam um só. A solução é simples. Apenas diferem os Caminhos: taoísmo, budismo, psicanálise e por aí afora…

Desde que comecei a praticar Aikido, ouço os professores dizerem que precisamos nos alinhar com o ataque, harmonizando-nos com a natureza. E somos estimulados a aplicar este conceito à vida diária. E que a prática inclua o ingrediente mágico: o bom humor – coadjuvante eterno da sabedoria e da inteligência. Aikido é isto: dar respostas positivas, criar vibrações positivas

O processo de harmonia começa com as nossas próprias palavras. Já perceberam que os pensamentos são feitos de palavras? Portanto, é vital colocar “uma sentinela à porta da mente” para escolhermos palavras positivas.

No caso específico do Aikido, treinamos sentimento, respostas positivas no sentido da resolução pacífica dos conflitos. Nosso objetivo é alimentar com vibrações positivas a energia universal, mantendo o corpo e o espírito livres para que se harmonize com as leis da natureza. A inteligência e a sabedoria atuam na medida em que controlamos o que está ao nosso alcance imediato: logo em seguida o bom humor entra em campo com as palavras construtivas e as conseqüentes vibrações positivas. Direcionamos isto ao universo, que sempre responde ao que estivermos produzindo. No Caminho do Aikido isto se chama “sentimento de Kokyu” – em perfeita harmonia com a energia universal.

É justamente o lado oposto da equação – a falta de harmonia – que gera violência, fragmentada pelos diversos grupos. Não somente os pit-boys da classe média, mas os “skinheads”, as gangues de subúrbios e os maus-elementos infiltrados nas torcidas organizadas. A lista é imensa. Todo dia, um grupo novo inaugura uma modalidade diferente de ódio e violência, através do espancamento de prostitutas, mendigos ou homossexuais. Nas delegacias de polícia os depoimentos são sempre os mesmos: espancaram “porque tiveram vontade.”

“Por Que Brigam os Pit Boys ?” Bem, a violência tem múltiplas causas. Logicamente, os atos de barbarismo não estão confinados aos grupos já citados. Estudos médicos indicam que o comportamento violento pode estar relacionado a disfunções do cérebro, à predisposição genética, fatores ambientais e histórico familiar. Dizem alguns especialistas que é possível intervir, quando fatores violentos são identificados na infância. Enfatizam que é necessário tratamento, porque alguns transtornos de conduta evoluem para quadros mais graves. Enquanto escrevo, escuto a apresentadora da Band News anunciar as notícias da hora: “Motorista morre em briga de trânsito em São Paulo. No Rio, pedestre é agredido por motorista com barra de ferro.” No Brasil são as barras de ferro. Nos Estados Unidos, eles usam os famosos tacos de baseball. Portanto, fica a advertência: não se briga no trânsito, ou melhor, não se discute. Vamos que do outro lado da contenda tenhamos um psicopata, um criminoso, um “serial killer.” Todo o cuidado é pouco. Evite brigar no trânsito!

Bem, perto de tudo isso que já explicamos, os pit boys são uns anjinhos mal compreendidos. Essa rapaziada tem um perfil bem claro. Buscam emoção fácil, são individualistas, preconceituosos, não suportam raças diferentes ou de outra condição social. É muito fácil, portanto, arrumar briga em casas noturnas, bares, estádios de futebol, etc. O estopim da agressividade é de fácil combustão, diante de uma demanda natural por violência, produção farta de testosterona, e falta de disciplina para manter a adrenalina em níveis toleráveis.

Certa vez ouvi de um praticante graduado de Aikido, que não houve alternativa para resolver o conflito. Uma banda de “rock” se apresentava na PUC, no Rio. Ele assistia ao show com a namorada, quando chegaram os “pit boys.” O líder do grupo começou a empurrar com violência e jogou a namorada do nosso colega ao chão. A resposta foi imediata, tipo reação medular: a técnica de defesa foi “irimi nague:” entrada rápida na direção do atacante na altura do pescoço – o “pit boy” caiu de costas e “apagou.” A resolução não foi pacífica, mas não havia alternativa e o protocolo do Aikido” permaneceu intacto.

No aikido não deve haver guerra de egos!

Quando praticamos o aikido não disputamos com o companheiro de treino apenas estudamos com ele. Na prática existe o Nague que aplica a técnica e o Uke que a recebe, então, hora o praticante é o Uke, hora Nague, e sempre invertendo esses papéis os praticantes tomam o máximo de cuidado uns com os outros, pois dizemos que estamos emprestando o corpo ao outro praticante quando somos Uke e quando você empresta algo, devolve da mesma forma que pegou.

Como no Aikido não existe a competição não há essa guerra de ego de um querer ser mais que o outro, todos somos iguais em um dojo de Aikido a única diferença está no tempo de treinamento, onde cada um tem seu limite e motivo para praticar e isso será respeitado por todos.

Existe uma história mais ou menos assim:

“O mestre de aikido não permitia que seus discípulos lutassem com alunos de outros dojos, mas niguém tinha coragem de perguntar ao mestre o motivo. Um dia um aluno se dirigiu ao mestre e perguntou:- Mestre, porque não podemos lutar com outros alunos de outros dojos para realmente sabermos se somos bons? O Mestre respondeu:

– Nunca queira saber isso, pois você pode se decepcionar, sempre há alguém melhor que nós! O Aikido é a arte de resolver conflitos

O caminho só existe quando você passa por ele

Um jovem, toda semana, vinha de muito longe participar de um curso de auto-conhecimento. Um dia chegou até o professor e disse-lhe:
– Mestre, tenho notado o comportamento de seus alunos. Alguns deles tiveram a vida completamente transformada, outros mudaram em algumas coisas, mas existem muitos – e eu estou entre eles – que nada mudaram. Que explicação o senhor tem para isso?
Depois de olhar serenamente para o rapaz, o professor respondeu:
– Filho, você vem toda semana de longe ouvir-me falar, não é?
– Sim mestre.
– Você conhece bem o caminho?
– Sim.
– Se alguém lhe perguntar como fazer para chegar até a cidade onde você mora, o que você faria?
– Eu explicaria o caminho da melho forma possível – respondeu o jovem.
– E você acredita que todos chegariam só com sua explicação ou seria preciso percorrer o caminho?
– É claro que só chegariam os que percorressem o caminho.
Nesse momento o professor concluiu:
– Assim mesmo são os meus ensinamentos. Eu os ensino da melhor maneira possível. Todos podem ouví-los atentamente, mas só irão se transformar aqueles que realmente os colocarem em prática. O caminho é ensinado a todos, mas só chegam aqueles que fazem o percurso.

“Você só chega à transformação quando se testa pela experiencia o que aprendeu.”

Continuando o caminho


Estivemos em São Paulo e visitamos alguns amigos do Aikido. Uma passagem muito proveitosa e onde podemos encontrar pessoas sérias e dedicadas a nossa arte. Acabamos por definir os próximos passos do Ganseki Dojo em termos de filiação. Estamos muito felizes e a atmosfera do Ganseki Dojo não poderia estar melhor nesse ano de 2008.