Treino mensal – Janeiro 2011

Sábado, dia 29, o ganseki dojo realizou, com muito sucesso,  o primeiro treino mensal da programação de 2011.

Grande participação do grupo apesar do calor

Como parte de seu treinamento no AIKIDO, procure participar de Seminários, do Treino mensal e outros eventos especiais. Consulte o nosso calendário de eventos. Seu progresso será muito maior, fruto da participação nesses eventos.Esta prática se torna cada vez mais importante a medida que diversifica o público e aumentam as turmas no nosso grupo.

É a oportunidade de todos se conhecerem e trocarem experiências.

O treino mensal envolveu alunos da manhã e da noite; adultos e crianças.

O treinamento regular do AIKIDO faz surgir uma atitude de comportamento (etiqueta, cortesia) no âmbito do dojo e de sua vida. Ao longo dos treinos você melhora seu condicionamento físico, tornando seu corpo flexível, mais resistente, mais confortável e com bom tônus muscular. Por fim, você adquire uma atitude de autodefesa.

Para os alunos de 2º kyu, 1º kyu e de faixa-preta, a presença em Seminários, Treino mensal, é decisiva para efeito de promoção de faixa. A ausência de  principalmente graduados  nesses eventos é anotada.

Exame do aluno Ricardinho Poell - 7 anos
Ricardinho um dos nossos primeiros “alunos mirins” que já mostra concentração apesar da pouca idade

Nessa ocasião foram feitos excepcionalmente os exames os alunos Gabriel Martins para 5o kyu e Luiz Ricardo Poell, este último nosso aluno mirim, que foi promovido a faixa cinza.

Nossa turma infantil está aumentando e em breve, finalmente, deveremos ter um horario e dia específicos para eles. Dependemos apenas da definição de horário e instrutor que poderá assumir a turma. Este é um grnade compromisso. Mais uma etapa que vamos assumir.

Agradecemos a todos que vieram ao treino.

Alguns já tinham ido embora mas os que estavam na foto final mostraram a satisfação de ter sobrevivido a mais um treino nos mais de 40 graus cariocas.

O caminho, a vivência, o aperfeiçoamento

Durante muito tempo, a prática das artes marciais do caminho ( Kendo, Iaido, Aikido, etc) no Brasil estava restrita aos imigrantes e seus descendentes, dentro das colônias japonesas espalhadas por todo o país. A excessão vai por conta do Judo que muito se popularizou inclusive prática interessante para a formação das crianças. Embora todas as artes marciais tradicionais (tradicionais utilizo nesse caso para as artes marciais ,  ou escolas de determinada arte marcial, que possuem filosofia e podem ser verdadeiramente chamadas de arte marciais e não lutas. Isto é assunto para um outro texto…)
…..Me lembro dos meus antigos treinos de Karate e como os moldes antigos de treinamento eram severos e não poupavam aqueles que estavam fisicamente e mentalmente esgotados de ofensas e maus tratos infligidos pelos mestres e treinadores. Mas por trás deste cenário militarmente árduo estava a construção das bases que moldariam a força de vontade das novas gerações.
…..O país de origem destas artes marciais que vou focar, (vou deixar de lado por enquanto as outras de outras origens, mais por  falta de um conhecimento profundo. Prometo falar um pouco sobre elas no futuro), o Japão, é um país de tradição belicosa. Durante séculos, houve conflitos de diversas escalas configuraram mente e espírito deste povo. Desde a formação do império, as tentativas de invasão mongol e a era das guerras civis (Sengoku Jidai), os japoneses sempre tiveram a consciência de que seu país era pequeno e limitado em termos de recursos naturais. Quase insignificante perto de potências estrangeiras, tal como a imensa China continental. Essa noção de inferioridade territorial possivelmente fez com que percebessem que sem o mais árduo esforço em desenvolvimento, poderiam ser dominados a qualquer momento. Isto além de moldar esse instinto de preservação de seus domínios o incentivou a tentar buscar outros territórios, que originaram invazões a china e é a raiz de certa animosidade entre os povos da China e Japão até os dias de hoje. Sabe do que falo? Experimente chamar um chinês, de Japônes, e preste atenção na sua reação….

Método
…..    A necessidade de não descperdiçar recursos trouxe certas características interessantes ao povo Japonês. Não é por acidente que eles tem tanto sucesso na parte de gestão da qualidade e conseguem produção de produtos com qualidade duradoura e comprovada? Já teve um carro Honda? (Não estou ganhando nada da montadora infelizmentre, mas me apaixonei pelos carros dela desde quando começei a usar um. Existe hoje para mim dois carros: O carro Japônes e o que estou usando enquanto não compro outro Japonês.. rs rs. Se bem que os coreanos… Outro assunto para outro blog… ) Os japoneses são conhecidos no mundo todo por duas características principais: serem muito metódicos e decididos. Método e decisão são elementos básicos de processos administrativos e produtivos que visam contemplar e desmantelar um problema para, através da criatividade e/ou esgotamento de possibilidades, alcançar uma solução. Reflexo da necessidade de analisar muito bem os pormenores para não desperdiçar recursos valiosos.
Já o elemento decisão tem a ver com a certeza de que está no caminho certo, após muito ponderar. Isto tem uma lógica pois depois de muito insistir, estudar uma questão não sobra espaço para exitação que pode, quando há incerteza, produzir uma falha. Uma vez decidido, um japonês iria até o fim. Quem nunca ouviu falar que um japonês é “oito ou oitenta”?
…..Essa capacidade de síntese entre método e decisão, além de trabalho árduo levou seu país ao status de 2ª maior economia do mundo poucas décadas após uma destrutiva guerra. Mas qual é a origem de tal pensamento metódico e dessa sede de aperfeiçoamento?
…..Os treinamentos marciais japoneses levam em consideração tais elementos e por conseqüência, tornam-se ferramentas para o desenvolvimento espiritual do guerreiro/lutador/praticante. Abro um parêntese aqui para esclarecer sobre o emprego do termo “espiritual”: diferente do pensamento ocidental, onde espiritualidade está fortemente conectada com religiosidade, aqui o emprego da palavra se refere ao domínio da mente sobre as necessidades do corpo, utilizando-se da força de vontade interior para extrapolar limites físicos e disciplinar aspectos considerados negativos da personalidade humana, como preguiça, falta de perseverança e agressividade. Diz se que treinar o espírito é treinar a vontade de vencer.
Nesse aspecto existem alguns doutores da lei que, por não entenderem, muyito bem esse conceito acabam por envolver artea marcias, sobretudovemos isso no nosso aikido, com religiosidade.  O-Sensei, e outros professores com quem treinei aikido, eram da O-Omoto mas nunca foi exigencia para aprendizado do aikido ou qualquer arte marcial.
Keiko
…..Ao se tornar cada vez mais experiente em sua tarefa, os detalhes técnicos são amplamente estudados em sua forma mais básica, possibilitando ao corpo reagir com posturas e movimentos considerados corretos pela teoria da arte em questão. A partir desse ponto é que possivelmente perceber que a evolução é diretamente proporcional ao esforço investido no planejamento técnico e físico do treinamento. E sem dúvida, algo muda na mente deste praticante maduro.
…..Tornando-se graduado em sua arte, é possível perceber que existe uma forte confiança em sua força e sua técnica, que o leva reflexões cada vez mais profundas a respeito da natureza do conflito, da agressão e da defesa pessoal.
…..A violência e uma eventual fatalidade são consideradas contraproducentes. É interessante que, através do treinamento de técnicas violentas percebemos que é lamentável que uma situação vá até o ponto onde elas sejam necessárias. Parece que, somente onde falha a diplomacia é que o uso da força militar será necessária. E a falha da diplomacia é a falha do próprio treinamento, tanto valorizado. É claro +que, não é sóm por seu lado que voce controla a situação sem o uso das técnicas e em vinte tantos anos existiram situações extremas que o uso, primeiro do karate e depois do aikido, na sua forma marcial pura foi necessária.
…..Mas falando um pouco deste termo “caminho” utilizado no JuDO, KenDO, IAI-DO, Karate-DO, AikiDO. Todas essas artes carregam o sufixo que indica que são mais do que uma mera prática marcial voltada para o conflito. Suponho que uma boa adaptação do termo “caminho” seria “vivência” , pois a despeito de formulações históricas, tais artes podem ser consideradas meios de desenvolvimento físico e mental, onde o praticante está conectado a uma série de conceitos morais, éticos, filosóficos e até mesmo religiosos, que influenciariam seu modo de ser e pensar, pela vivência segundo tais princípios.
O Objetivo do Aikido Ganseki é disciplinar o caráter humano pela aplicação dos princípios Aiki
O propósito de se praticar Aikido é:
Moldar a mente e o corpo,
Para cultivar um espírito vigoroso,
E pelo treinamento rígido e correto,
Lutar para desenvolver-se na arte,
Obter respeito à cortesia e à honra,
Para relacionar-se com os outros com sinceridade,
E para sempre ter como objetivo o auto-aperfeiçoamento.
Pode se pensar que dessa maneira será possível uma pessoa amar seu país e sociedade, contribuir para o desenvolvimento da cultura e promover a paz e prosperidade entre todos os povos. No Tae Kwon Do, (um espaço para as artes coreadas aqui) por exemplo, isso é muito difundido e eles cantam Hino Nacional muitas vezes e tal.
…..Porém, muitos praticantes de artes marciais acabam por se tornar “mestres de si mesmos” ao se tornarem “teóricos marciais”, com conhecimento e discurso daquele que se considera esclarecido nesta complexa vivência, mas sem a carga de treinamento necessária para a real compreensão daquilo que se está falando. (Vai no Orkut que encontrará muito mestres. Me lembro de um famoso em 2 ou 3 comunidades de aikido que um dia vi em um seminário e tinha uma péssima técnica, tanto como tori, que como Uke. ) Mesmo o espírito estando aparentemente polido, o corpo pode não estar talhado suficiente para que haja real compreensão daquilo que a arte propõe. Estaria próximo da hipocrisia: muito se fala por discursos prontos e frases de efeito, pouco se faz ou se mostra. Infelizmente, no aikido por não ser uma arte competitiva dá margens a surgir os modelos de kimono: Desfilam com kimono bonito e hakama e só tem pose. Para isso basta colarem em um mestre ou professor menos criterioso, ou escrupuloso , e começarem a receberem graduações por adulação ou favorecimentos monetários.
…..Mesmo assim, é possível detectar uma mudança de comportamento no praticante de artes marciais, um tanto independente de qual seja. Fazer uma pessoa viver de acordo com princípios éticos, morais e afins geralmente foi papel da educação familiar, amparada pela orientação religiosa. E a possível falta destes valores na sociedade atual talvez se tenha criado um novo nicho para a arte marcial: a doutrinação espiritual, no sentido que falamos acima.

Mokuso – meditação
…..Todo praticante de arte marcial conhece alguém que pode ser considerado um fanático em sua arte. Aquele colega considerado “bitolado”, não necessariamente talentoso, que vive e respira os conceitos da arte e os exterioriza sempre que pode para aqueles que tem paciência para ouvi-lo. O treino torna-se o centro de sua suposta recém adquirida moral e seu instrutor se torna o ídolo máximo – geralmente considerado invencível. Percebe-se um paralelo muito claro em relação ao fanatismo religioso.
…..Geralmente, esta mudança pode ser considerada positiva (explico a seguir) mas aconselho para ter cuidado para não se envolver com charlatães. Falsos mestres se aproveitam de pessoas leigas em cultura oriental e na estrutura federativa das modalidades marciais para extorquir dinheiro.
…..Mas retornando aos efeitos psicológicos negativos do treino levado exageradamente a sério: o praticante começa a se sentir superior e mais esclarecido do que qualquer outra pessoa ao discutir os aspectos marciais de sua arte ou de outras modalidades. Essa arrogância pode levá-lo a tratar mal novatos e pessoas leigas que se atrevem a ter uma opinião, além de possuir um sentimento falso de que é “digno” suficiente para treinar, e se acha no direito de julgar a motivação de outras pessoas em relação ao treinamento. Em casos extremos, torna-se um indivíduo alienado e violento, ansioso por testar suas habilidades, sozinho ou em grupo, possivelmente em pessoas leigas e fisicamente menos privilegiadas.
…..Mas nem tudo é exaltado pelo ego ou por fanatismo. Por outro lado, existe o preenchimento de valores que até então poderiam estar ausentes de prática, percebidos como virtudes necessárias para o desenvolvimento do bom praticante de artes marciais. E este é o ponto onde o valor do treinamento é justificado no discurso de grandes mestres e veteranos de prática.
…..Existe um estado de comparação entre a prática marcial séria e o cotidiano pessoal e profissional. Situações e atividades simples são desenvolvidas com mais cuidados, mais atenção, concentração e observação. Decisões envolvendo pessoas começam a ser mais bem planejadas, através de estratégia tanto de conduta do tratamento aos indivíduos quanto dos benefícios e ganhos como consequência. Essa mudança de postura do praticante é creditada à arte marcial, que através do treinamento esclarece a necessidade da cortesia e educação – graças à presença de um instrutor orientador e colegas parceiros de treino é que a evolução do aprendizado se torna possível. Sozinho, treinando golpes a esmo, nem sempre.
…..Dessa forma, é comum que as pessoas mais próximas do praticante de artes marciais percebam sutis mudanças em seu comportamento. Tal qual um iniciado em alguma doutrina religiosa, suas ações e palavras denunciam que ele abraçou uma nova postura em relação a vida. E muitas vezes, não faltam comentários ou brincadeiras de amigos e familiares utilizando o termo “lavagem cerebral”.
…..O fato é que, uma vez que pessoa abraça com profunda sinceridade este modo de vida, algo que lhe faltava, principalmente em termos espirituais (aqui, uma pequena licença para estabelecer um paralelo religioso) torna-a mais completa. Uma religião que mostra ao convertido uma forma de pensar e ver o mundo de forma construtiva e saudável para corpo e mente. Além do mais, existem alguns “ritos cerimoniais” e formalidades da cultura oriental que realmente parecem ter apelo religioso, como reverência a fotos de mestres falecidos, altares xintoístas ou cartazes escritos em kanji.

Tou-rei: reverência à espada
…..Qual é conclusão que pode ser oferecida? É interessante manter a mente flexível em relação a opiniões políticas e humanas de forma geral. Certo e errado podem ser muito relativos, por isso é preferível pensar em termos de “positivo” e “negativo”. Se o praticante se torna obsessivo em relação à prática, existem conseqüências naturais que ele deve encarar e não são necessariamente boas ou más. O fanatismo é considerado extremista por estar longe de um centro mais equilibrado. Por exemplo: negligenciar a vida profissional e social constantemente em função de treinamentos definitivamente não agrega nada, pois exclui o praticante da oportunidade de por em prática seus valorosos conceitos morais ao auxiliar as pessoas e fazer parte de algo maior.
…..Por isso, é interessante hoje em dia que haja a busca pelo equilíbrio entre as todas obrigações, sem exageros e sem negligências. Afinal, atuamos em diversas frentes no mundo moderno: somos profissionais em alguma área, estudantes, somos filhos, somos maridos, esposas, amigos e seres que buscam um propósito e um lugar no mundo. Foi-se o tempo em que a dedicação máxima, do custe o que custar, no desempenhar de uma função era considerado correto e valorizado. Dar a vida pela causa poderia ser nobre, mas é impraticável num mundo onde não podemos nos dar ao luxo de sermos egoístas e acreditar que nossa existência e a responsabilidade sobre ela estão apenas em nossas mãos. Vamos ser mais livres…

Treinos mensais 2011

O Ganseki Dojo incia neste próximo sábado, dia 29, a programação de treinos mensais de 2011. Esta prática se torna cada vez mais importante a medida que diversifica o público e aumentam as turmas no nosso grupo.

É a oportunidade de todos se conhecerem e trocarem experiências.

Notícias de Carlos Nogueira Sensei de Friburgo

Amigos:

Recebemos de nosso amigo Alexandre sobre o sensei Carlos Nogueira de Friburgo.

Eu estava falando estes dias sobre ele com os alunos do Ganseki e embora fiquemos satisfeitos por ele, a situação é crítica para muitos. Deus ajude dando uma tregua nas chuvas e nos também tentaremos colaborar o possivel com todos que sofrem, cada um com sua disponibilidade.

Mensagem de Alexandre:

“Amigos Aikidocas: O Sensei Carlos Nogueira que possui seu Dojo e Residência em Lumiar está bem e sua família também. Nada aconteceu com sua casa ou com o Dojo. No entanto, estão sem luz e telefone, e isolados de Friburgo pois cairam 3 barreiras na estrada. Existe acesso por Casimiro de Abreu, de onde ele me ligou quando saiu para comprar mantimentos e combustível. Em nome do Aikido Iwama Brasil agradeço a preocupação de todos. Apreciamos também quem puder ajudar doando sangue e mantimentos aos desabrigados da Região Serrana do RJ. Abraços a todos!”

Regras de etiqueta japonesa

1 – EM CASA:

Chinelos e sapatos

Ao entrar em uma casa japonesa, deve-se tirar os sapatos na entrada (genkan) e calçar os chinelos próprios para serem usados dentro de casa (suripa). Ao se entrar em um cômodo coberto com tatamis ( forração de palha prensada coberta com uma esteira de palha de arroz), se tira os chinelos e deixa-os no corredor.

Quartos

Para dormir, as pessoas usam edredons (futon), colocados no chão do cômodo que pode ser usado como sala ou quarto. De manhã, são recolhidos, dobrados e colocados no armário.

Sala de jantar ou sala de estar

Geralmente é usada uma mesa baixa, com almofadas (zabuton) para se sentar, de joelhos, mas poderá esticar as pernas também, embaixo da mesa. Hoje já são bem usadas mesas e cadeiras no estilo ocidental, particularmente nas cidades maiores.

Banheiro

Na maior parte das casas a área sanitária é separada da área de banho. Na área sanitária encontram-se muitas vêzes, principalmente nos prédios mais antigos, bacias turcas (sanitário para uso agachado) ao invés de vasos sanitários. A área de banho geralmente tem uma banheira japonesa para banhos quentes de imersão chamadas de ofurô, além de um chuveiro com ducha.

Deve-se lavar o corpo antes de se entrar na banheira, pois a mesma somente tem a finalidade de banho de imersão para relaxamento, pois a água não é trocada cada vez que é utilizada, sendo usada pela próxima pessoa a se banhar .


2- NA MESA

Ao início da refeição, se diz “itadakimasu”(equivalente ao nosso “bom apetite”) e ao terminar dizem “gochiso sama” (equivalente ao nosso “estou satisfeito”).

Normalmente não se usa talheres ocidentais, preferindo-se os pauzinhos (ohashi). A tigela de arroz é colocada à esquerda e a de sopa à direita do comensal. Os ohashi são colocados em frente a elas, na horizontal.

Deve-se segurar o ohashi com a mão direita. Como se come segurando as tijelas de arroz ou sopa, se usa a mão esquerda para esta finalidade. É costume beber a sopa diretamente da tigela auxiliando com o ohashi para comer as partes sólidas da mesma. Para pratos coletivos, haverá talheres ou ohashi para cada prato.

Em pausas, deverá se deixar o ohashi em cima da tigela na horizontal ou sobre okibashi (descanso de hashi). Não se deve deixá-los cruzados ou espetados.

Diferentemente dos ocidentais, os japoneses quando tomam sopa, costumam fazer ruídos de sucção, como demonstração de polidez à mesa.

Em restaurantes, antes de se servir, é oferecido um oshibori (toalhinha úmida quente para limpar as mãos). É falta de polidez limpar outras partes além da mão como o rosto ou o pescoço.


3 – CUMPRIMETOS E SAUDAÇÕES:

O cumprimento é feito através de uma reverência, o grau de inclinação depende da situação do momento e do grau de relação entre as pessoas envolvidas. Os superiores socialmente se inclinam menos que os inferiores. A relação de superioridade/inferioridade depende também de situações onde se possa estar inferiorizado momentaneamente (por exemplo: pedindo desculpas).


4- FRASES USUAIS

BOM DIA OHAYO GOZAIMASSU
BOA TARDE KON NICHI WA
BOA NOITE KONBAN WA
BOA NOITE (AO DESPEDIR-SE) OYA ASSUMINASSAI
OBRIGADO ARIGATO,  DOMO
MUITO OBRIGADO DOMO ARIGATO
MUITÍSSIMO OBRIGADO DOMO ARIGATO GOZAIMASHITA
DE NADA (IEE) DOO ITASHIMASHITE
COM LICENÇA (AO CHAMAR ALGUÉM, PEDINDO PASSAGEM) SUMIMASSEN
COM LICENÇA (AO INTERROMPER) (CHOTTO) GOMEN KUDASSAI
COM LICENÇA (AO ENTRAR, SAIR) SHITSUREI SHIMASU
DESCULPE-ME (POR CAUSAR TRANSTÔRNO, DANO ETC…) GOMEN NASSAI
COMO VAI? DOO DESSU KA
COMO TEM PASSADO? GOKIGEN IKAGA DESSU KA
ESTOU BEM, OBRIGADO GENKI DESSU ARIGATO
PRAZER EM CONHECÊ-LO HAJIMEMASHITE
PARABÉNS OMEDETO GOZAIMASSU
JÁ VOU (AO DESPEDIR-SE) ITTE KIMASSU
VÁ BEM (RESPOSTA PARA QUEM SE DESPEDE) ITTE IRASHAI
CHEGUEI! TADAIMA!
BEM VINDO EM CASA! OKAERI NASSAI
BOA VIAGEM GOKIGEN YO SAYONARA
ATÉ  JÁ DEWA MATA
ATÉ LOGO SAYONARA, BAI BAI
SEJA BEM VINDO IRASHAIMASSE
ENTRE OHAIRI NASSAI
SENTE-SE OKAGUE NASSAI


5- FORMAS DE TRATAMENTO:

Ao se dirigir a alguém, deve-se chamá-lo pelo sobrenome, seguido de “san”. Somente se usa chamar alguem pelo nome sem o sufixo san nas relações familiares entre irmãos ou amigos íntimos.

Na empresa, quando se trata de superiores, deve-se chamá-lo pelo cargo seguido so sufixo “sama”(sr/sra. honorífico. Exemplo : Sr. Presidente = shatyô-sama. A própria linguagem é diferente quando se dirige a pessoas de nível social inferior ou crianças, mudando-se termos de tratamento, verbos e palavras em geral. Em situações em que se encontramos em situação inferiorizada, perante professores, autoridades, ou pessoas de hierarquia superior usamos o modo honorífico, em situações em que o falante tem uma posição de pedido ou súplica, se usa a forma de modéstia. Estes modos de falar e seus termos podem ser encontrados em livros manuais para estrangeiros, mas a proficiência no uso depende da prática local.


6- DAR PRESENTES:

O sistema de dar presentes no Japão é talvez um dos mais intrincados e difíceis do mundo. Existe uma inteira etiqueta sobre como dar presentes, de que tipo, quando, para quem, o mais apropriado em cada ocasião, quanto deveria custar, forma de embrulhar e em quais circustancias os presentes devem ser dados.

Quando se agradece alguem por um convite, retribui-se uma visita e após se fazer uma longa viagem, é comum se dar bolos, biscoitos, frutas etc… embaladas em bonitos papeis. Entretanto quando visitar o escritório de um cliente, possível parceiro de negócios ou mesmo escritórios governamentais o “omiage”deverá ser um pouco mais caro como xícaras ou bandejas laqueadas.

Quando se vem de uma viagem de país estrangeiro se deve trazer pequenos presentes (baratos) típicos do país de procedencia como CD’s, souvenirs etc… embrulhados em papéis locais.

Quando se viaja longas distancias é comum sócios e amigos darem dinheiro e quando se volta se traz presentes típicos do local visitado para todos.

Dar presentes em forma de dineiro é uma prática comum no Japão em caso de casamentos, funerais e graduações escolares.

Hoje em dia muitos japoneses adotaram a prática ocidental de dar presentes em aniversários, Natal e flores e bombons no Valentine’s Day (dia dos namorados).

Quando se presenteia ou se recebe presentes é polido utilizar-se as duas mãos e inclinar-se respeitosamente na troca dos mesmos.


7- CARTÕES DE VISITA:

A troca de cartões de visitas no Japão costuma ser mais cerimoniosa que no Ocidente. Os cartões de visita geralmente são impressos com nome da empresa, cargo, nome, endereço e telefone, em japonês na parte frontal e em caracteres latinos (Romaji) na parte traseira.

O meishi informa a posição, status e grupo hierárquico da pessoa dentro da empresa, desempenhando um papel importantíssimo numa sociedade onde o grau hierárquico é muito importante.

Num encontro de negócios é imprescindível possuir o meishi, pois ér considerado falta de etiqueta e rude não possuí-lo.

Entrega-se e recebe-se o meishi com as duas mãos. Não deve se dobrar nem escrever no cartão e é de bom uso possuir um “meishi-ire”(porta cartão). Se não possuí-lo, guarde o cartão no bolso interno do paletó ou em sua carteira.

A etiqueta manda que se leia atentamente o nome da pessoa no cartão, em voz baixa de preferência, com o intuito de memorizar o nome, posição e empresa da pessoa. O esquecimento do nome da pessoa durante a conversa é demonstração de rudeza e de que se deu pouca importância ao dono do cartão.


8- CARIMBOS OU SELO PESSOAL:

Os japoneses possuem normalmente dois ou três tipos de3 carimbo pessoal (chancelas) chamados de inkan ou hankô, os quais tem a mesma validade legal da assinatura. O principal é chamado jitsu-in, é registrado na prefeitura e é utilizado para timbrar documentos legais ou contratos. Nos documentos importantes ou bancários se carimba sobre o próprio nome. A marca do jitsu-in ou chancela tem valor legal como assinatura. Este carimbo é personalizado e é confeccionado sob encomenda em locais próprios segundo determinados padrões.

O carimbo comum, mitome-in também chamado sanmon-ban, é usado no trabalho ou em casa para aprovar memorandos e outros documentos. Pode ser comprado em qualquer papelaria.

Fonte : www.noticiasdobrasil.com.br

Dilma Roussef Aprende Conceitos de Aikido

A Presidente Dilma Roussef começou a ter aulas de Aikido com a jornalista Olga Curado – especialista em treinamento de porta-vozes e executivos – no período que antecedeu aos debates presidenciais. A atual presidente intensificou os treinos num tatame instalado no centro nervoso da campanha petista no escritório do Lago Sul, em Brasília. Dilma Roussef treinou técnicas de Aikido, adaptando os conceitos da arte marcial japonesa de resolução pacífica de conflitos ao jogo político – Ai que significa união e harmonia; Ki, energia vital; e Do, caminho filosófico.

A especialista em Aikido(!), Olga Curado, explica que orientou Dilma Roussef no sentido de que não adiantaria resistir na hora do debate. Seria preciso deixar o adversário chegar perto, onde é mais fácil ter o controle da situação. E, então, desviar a energia, como se faz no Aikido. A essência do Aikido é jamais atacar, mas sim responder às agressões desarmando os golpes. Você se preserva e sobrevive – enfatiza Olga Curado.

A repetição é a mãe do aprendizado!

Por Kishomaru Ueshiba- do livro O espirito do Aikido – tradução de J.F.Santos – Brasilia Aikido do Shikanai

Algumas mulheres e homens podem apresentar resistência às práticas repetitivas das posturas básicas, mas é uma preliminar necessária para aprender as técnicas. aprender a distanciar-se corretamente (ma-ai) ao enfrentar um oponente pode ser inesperadamente difícil, tanto quanto realizar os movimentos de pés de uma maneira fluente e contínua. O cultivo do poder da respiração ou ki, originando-se no centro e estendendo-se através dos braços e mãos, pode, inicialmente, se constituir num problema para algumas mulheres. O domínio do ukemi, as quedas, mantendo-se sempre o próprio centro e o equilíbrio, tem que ser praticado muitas e muitas vezes. As dificuldades encontradas pelas iniciantes, incluindo confusão, transpiração, contusões ocasionais, não parece detê-las. Segundo elas, as dificuldades são mais um desafio do que um desencorajamento, e realmente intensificam a motivação para dominar o aikidô.

Os homens fazem comentários semelhantes, mas parece que as mulheres têm mais resistência, paciência e vontade de continuar no caminho, e isso, provavelmente está relacionado com os poderes criativos inconscientes que elas possuem. As mulheres que entram pelos portões do aikidô raramente abandonem o treinamento logo depois de terem começado. Pelo menos oito em cada dez continuam, e quando mais tempo e mais profundamente estudam, mais elas se tornam encantadas com o aikidô. A razão disso não é sempre clara, mas uma idéia geral pode ser obtida dos comentários feitos em entrevistas em jornais e revistas, e em ensaios que aparecem de tempos em tempos nos artigos publicados pelo Hombu Dojô.

“Não podia nem mesmo dar uma cambalhota quando comecei o aikidô, então quando pela primeira vez caí rolando para frente, senti como se tivesse ganho meu dia.” “Em seis meses, meu corpo se tornou tão leve como uma bola, quando era arremessada. Acho que o aikidô me tornou mais forte como pessoa, e apesar de não pensar particularmente sobre o budô, acredito que estou aprendendo a apreciá-lo.” “Devido à prática constante do seiza, minha postura realmente melhorou. Meus professores de cerimônia de chá e de arranjos florais freqüentemente mencionam o fato, e o de dança japonesa diz que meu movimento de pés e postura tornaram-se muito bons.” “Quando praticava judô, sempre sentia um complexo de inferioridade por causa dos homens, que eram mais fortes, e não gostava de algumas técnicas de chão. Com o aikidô, como a meta não é a exibição de mera força, e nenhuma das técnicas é ofensiva, eu realmente gosto dele.” “Agrada-me muito ser uke, porque quando sou arremessada, todo meu orgulho e vaidade desaparecem.” ” É quando sou capaz de tornar-me eu mesma através da prática, penso mesmo o aikidô é algo como Zen, um Zen dinâmico. ” “Uma das razões pelas quais continuo no dojô é sua atmosfera harmoniosa. Pratico com vários tipos de pessoas, e não há rivalidade, porque ninguém ganha ou perde. Isso afetou minha própria atitude em relação aos outros. Tento trabalhar com eles ouvir mais cuidadosamente o que têm a dizer.” “À medida em que comecei a dominar o princípio do movimento esférico, minha habilidade em lidar com minhas tarefas diárias melhorou. Não perco mais meu tempo, e o meu mundo tornou-se mais rico e completo. O aikidô é uma parte necessária da minha vida. Agora não poderia mais viver sem ele.”

Comentários como esses vêm de professoras de escolas, funcionárias públicas, donas-de-casa, estudantes, médicas, secretárias e outras de várias idades e profissões. Apesar das diferenças, percebo um tema comum. Todas captaram mais ou menos a essência do aikidô, intuitiva e experimentalmente, e os seus comentários, diferindo daqueles feitos pelos homens, são mais estreitamente relacionados com a vida diária. Isso significa que ao passo que não há discriminação entre homens e mulheres no conteúdo e prática do aikidô, uma distinção natural aparece nas respostas a ele. Isso é bom para o aikidô porque quebra os estereótipos que as pessoas têm sobre artes marciais.

No aikidô, a individualidade de cada pessoa é respeitada, e a força de cada indivíduo é desenvolvida e alimentada. Enquanto o treino e a filosofia do aikidô têm aplicação universal, cada reação, seja de homem ou mulher, depende do indivíduo. O Aikidô não é masculino nem feminino, nem deveria haver qualquer pressuposição sobre como homens ou mulheres devem atuar ou desempenhar no aikidô.

Um outro fenômeno recente no aikidô é o aumento no número de famílias que se tornam envolvidas na prática. Como foi mencionado anteriormente, muitos pais estimulam seus filhos a se dedicarem ao aikidô. Então, à medida em que visitam regularmente o dojô, eles próprios se interessam e começam a praticar. Isso é especialmente verdadeiro em relação aos pais e avós que já haviam treinado aikidô na sua juventude e agora estão incentivando seus filhos e netos. Um impressionante números de mães que trazem seus filhos para praticar aikidô também se torna praticante regular.

Inspiração, entusiasmo e mente de principiante

Inspirado na idéia de uma mensagem de um grande Sensei escrevo minha mensagem para voces. Com minha experiencia, com minha vivência. Embora seja meu texto, a cerne da mensagem é a mesma.

Como sempre falo, eu faço aikido a quase 21 anos e estou aprendendo. Por aprender, eu quero dizer tornar mais confortável para aplicar o aikido com o mínimo esforço, com o efeito máximo. As vezes acho que estou conseguindo. As vezes acho que estou desaprendendo. Normal. Nosso nível de exigencia cresce. Voces devem sentir isso. (rs) Mas isto é benéfico para voces todos que querem aprender realmente aikido, e encontrar mais a frente o seu caminho como tenho encontrado o meu. Como digo nossa escola não é para se desfilar de kimono bonito ou de hakama apenas. Deixemos isso para outros. Envelhecer é natural, mas ainda estou continuando a crescer. O progresso é a esperança. Crescimento é a esperança. É por isso que eu ainda posso viver minha vida com esperanças e sonhos. Por exemplo, o crescimento dentro do aikido é como escalar a montanha. Se o objetivo é chegar ao topo, então vá para cima! Mas, quanto mais perto você chegar ao topo, mais difícil se torna a subida. Algumas pessoas sobem pouco do caminho até a montanha sem jamais encontrar o caminho até o topo. Apenas andam para o lado e em círculos. Eles andam muito, mas eles nunca vão ao topo. Uma dificuldade do Aikido é que é uma arte marcial sem competição (esqueçam as competições veladas) e sempre precisamos de uma prova de que avançamos, somos efetivos. Nessa hora muitos dos que andam em círculos lá no sopé da montanha apelam para o misticismo para se convencer e convencer aos outros que estão caminhando para cima. Minha missão é ajudar vocês a encontrar o caminho mais lógico para chegar ao topo da montanha. Não por que cheguei lá, mas por que continuo tentando, e avançei alguns metros a mais que voces. O Aikido não pode ser completamente descrito em palavras, talvez eu possa explicar 50% em palavras, mas o resto você deve encontrar por si mesmo. Eu não posso explicar completamente, mas eu posso te mostrar aplicando tecnicas. Algumas vezes facilmente. Algumas vezes com mais dificuldade, mas eu ainda estou aprendendo. E sempre terá de ser assim: A mente de principiante é a chave do crescimento. Eu posso te mostrar que você tem também a capacidade de ir em frente, subir a montanha, pois nós do ganseki estamos acostumados com a rocha. Se você pratica há 20 anos, você pode entender a técnica, mas você precisa de uma vida para descobrir a melhor maneira de chegar ao topo da montanha e você tem que descobrir como crescer para sempre. Venham comigo. Esta é minha mensagem de Ano Novo: Por favor, tente novamente treinar firme neste novo ano e continue a desafiar-se e crescer para sempre. A base da montanha é pouco para voce. Feliz 2011!

Seminário em Recife

De hoje até a próxima sexta-feira, as pessoas interessadas em artes marciais terão a chance de se aprofundar na prática do Aikido. A Central do Aikido do Recife realiza seminário, que será ministrado pelo sensei Herberto – 6º Dan na modalidade -, na sala de judô do departamento de Educação Física da UFPE. O evento terá custo de R$ 70. Informações pelo número: 8894-8675.

Exame de faixa

No dia 4/12 foi realizado o Ultimo exame de faixas do ano.

Além dos alunos de ex-alunos e familiares de nosso alunos na platéia.
Parabéns a todos os alunos promovidos e ao nível técnico apresentado, fruto de muita dedicação.

Este ano de 2010 tivemos presença de alunos estrangeiros que souberam do dojo de lugares como Alemanha e Uruguai e que vieram prestigiar nosso trabalho.

Alguns alunos não ficarão no Brasil e deverão retornar aos países de origem. Outros ficarão em definitivo. Mas todos fazem parte da historia de continuo sucesso de nosso dojo. Este sucesso é  graças a adesão de uma turma tão espacial de alunos.

Lamentamos que alguns alunos por problemas pessoais envolvendo trabalho e saúde não tenham podido participar deste exame. Teríamos então mais do dobro dos alunos examinados. Mas estarão nos próximos, é certo.

Jorge Lobato recebendo a faixa

Lista de Aprovados (em ordem alfabética)

Daniel Salomon

Fabiana A. Lima

Jorge Vaz Lobato

Lucas Braga

Welligton Maia