Hiragana e a literatura

A necessidade de expressar livremente os sentimentos do povo japonês impulsionou a escrita e a literatura da Era Heian, dominada pelas grandes mulheres

 

leitura de kanjis
A necessidade de expressar livremente os sentimentos do povo japonês impulsionou a escrita

Por que surgiram os fonogramas hiragana e katakana?
Os japoneses não conheciam a escrita até ter os primeiros contatos com a cultura chinesa, por volta do século V. À medida que os japoneses foram dominando a escrita (kanji ou ideogramas), a língua e a literatura chinesas, eles começaram a sentir as limitações de se adotar essas formas de comunicação de um outro povo. Assim, para atender à necessidade de expressar livremente os sentimentos do povo japonês por escrito, foram criados os fonogramas hiragana e katakana, elaborados a partir do kanji.


Origem de Man’yôgana
Durante muito tempo, os japoneses liam os kanji à moda chinesa e tentavam entender o significado de cada letra, já que os kanji são ideogramas, ou seja, a transcrição da idéia e não do som, como é o caso da maioria das letras existentes. Pouco a pouco, os japoneses passaram a escolher a palavra adequada para cada kanji e lê-lo à moda japonesa. Por exemplo, o kanji que significa inverno é , sendo a leitura chinesa “dong”; porém, como em japonês inverno se diz “fuyu”, o kanji passou a ser lido “fuyu” também.À medida que as palavras japonesas também foram filtradas e unificadas, os japoneses tiveram a idéia de transcrevê-las aproveitando apenas o som, ou seja, a sua leitura, desprezando a idéia ou o significado do kanji. Por exemplo, “hana” (flor – ) passou a se escrever também , já que tem a leitura “ha” e , a leitura “na”. Esses ideogramas (kanji) empregados apenas como fonogramas receberam o nome de man’yôgana, já que foram utilizados na transcrição dos poemas japoneses reunidos na antologia intitulada Man’yôshu.


Criação do hiragana
A caligrafia empregada deixou de ser letras de traços retos e definidos, adotando o estilo cursivo, o chamado sôsho-tai, criado na China. Porém, no Japão, o estilo foi adquirindo características próprias, “simplificando” de tal forma os kanji a ponto de ficarem bem diferentes das letras originais. Desse estilo cursivo “simplificado”, nasceu o hiragana. Assim, o hiragana é um conjunto de letras mais curvilíneas.


Criação do katakana
Assim como o hiragana, o katakana também foi criado a partir dos kanji, mas possui características diferentes. O katakana surgiu como sinais gráficos para auxiliar na leitura de textos chineses, ou ainda, para serem inseridos nos poemas ou textos em estilo chinês, a fim de facilitar sua leitura e compreensão. Essas “letras complementares” ofereceram aos japoneses uma maior expressividade, já que podiam escrever com maior desenvoltura até diferenças delicadas e nuanças dos sentimentos.O katakana foi criado com base em uma parte dos kanji, por isso seus traços são mais retos e rígidos.O uso tanto do hiragana como do katakana consolidou-se no início do século X, em meados da Era Heian, e são empregados até os dias de hoje, concomitantemente com os kanji.


A literatura em kana = literatura da nobreza
Após a criação dos fonogramas kana, a literatura entre os nobres conheceu o seu apogeu, constituindo a era áurea dos waka – poemas japoneses. Esses poemas que enaltecem a natureza, as diferentes facetas das quatro estações e os elementos da natureza foram criados graças à existência dos kana. O modo de expressão dos poemas contribuiu muito na formação da consciência estética dos japoneses. Nos palácios do imperador e dos nobres, as reuniões para compor e apreciar os poemas tornaram-se cada vez mais freqüentes, deixando de ser apenas um simples passatempo das mulheres. Saber compor poemas tornou-se um importante requisito para manter um convívio social entre os nobres da corte. A falta de interesse pela política ocorreu na mesma proporção em que se ampliou o círculo literário da nobreza.


Obras clássicas
O Tosa nikki (Diário de Tosa) foi escrito por volta do ano 934, por Ki-no-Tsurayuki e incentivou muitas mulheres a escreverem diários, estimulando a criação de muitas literaturas do gênero.Genji-Monogatari (Contos de Genji), escrito por Murasaki-Shikibu, por volta do ano 1001, é conhecido como uma obra literária clássica de maior volume. Descreve a elegante e requintada vida da corte, os sentimentos do personagem principal, Hikaru Genji, em relação às mulheres com quem se envolve e as intrigas pelo poder. Não se trata de uma simples ficção, mas se observa a preocupação de descrever os usos e costumes, assim como os pensamentos da Era Heian.Makura-no-sôshi é uma crônica escrita por Sei-Shônagon sobre a vida na corte, que descreve de forma vivaz, com sensibilidade aguçada e com genialidade, os hábitos do cotidiano da corte.Kokin Waka-shû é uma antologia de 20 volumes que reúne 1.100 poemas compilada por ordem imperial (chokusen-shû), datada do ano de 905.

 


Rivalidade entre duas literatas
Tanto a autora de Genji-Monogatari, Murasaki-Shikibu, como a de Makura-no-sôshi, Sei-Shônagon, pertenciam à classe média da nobreza e serviram à família imperial na mesma época. Foram duas mulheres que lideraram as tertúlias realizadas na corte. Sei-Shônagon possuía gênio forte, fazendo questão de exibir o seu talento. Murasaki-Shikibu, uma mulher mais recatada e retraída, escreveu críticas severas em relação a essa atitude “exibicionista” de Sei-Shônagon em seu diário.Por serem os poemas a forma de literatura mais valorizada na Era Heian, as obras dessas duas mulheres, mesmo conquistando muitos leitores, ficaram relegadas a um segundo plano, encaradas como um passatempo de mulheres da corte. Ainda assim, a literatura da Era Heian floresceu graças às grandes mulheres.

OS NOMES DOS SAMURAI…

Durante o curso de vida, o samurai podia ser conhecido por uma série de nomes. Às vezes confundindo o historiador, esta tradição ocasionalmente exigia um número de etiquetas e cerimônias para que os nomes de um samurai fosse alterado. Cada nome carrega com isto um significado próprio, como nós veremos a seguir. O samurai do século 15 para o 16 nos fornece os melhores exemplos documentados.

No nascimento, a um samurai era dado um nome pelo qual ele seria reconhecido até participar da cerimônia de idade. Esse era ocasionalmente escolhido por soar casual ou simplesmente por fantasia.  Esses nomes de infância estiveram freqüentemente ligados a uma extensão dentro de negócios domésticos ou por um apelido de costume. Por exemplo, o filho mais velho, segundo as tradições da época, era conhecido como “Taro”, o segundo, “Jiro”, e o terceiro, “Saburo”.

Nomes de samurai famosos na sua infância:

Masamune: Bontenmaru
Ii Naomasa: Manchiyo
Kobayakawa Takakage: Tokyujumaru
Mori Motonari: Shojumaru
Sanada Yukimura: Gobenmaru
Takeda Shingen: Katsuchiyo
Tokugawa Ieyasu: Takechiyo
Tokugawa Hidetada: Nagamaru

Uesugi Kenshin: Torachiyo

Um samurai recebia seu ‘primeiro’ nome adulto ao participar da cerimônia de idade aos 14 anos. O nome quase sempre consistia de dois caracteres, um hereditário de família e outro que poderia ser dado a ele como um presente, oriundo de um personagem importante (incluindo o shogun), ou simplesmente por capricho. O caráter hereditário era freqüente, mas não necessariamente devia estar no nome do pai. Freqüentemente um número de caracteres podia ser associado a uma dada família, mudando com a decorrer de tempo. Para ilustrar este ponto, o caractere Mori, por exemplo, foi muito presente desde o meio do séc. XIV até o séc. XVII.

Torachika…Sadachika…Chikahira…Motoharu…Hirofusa…Mitsufusa…Hiromoto…Okimoto…Motonari…Takamoto…Terumoto

O Mori também fornece um exemplo de caracteres presentes. Mori Okimoto (irmão mais velho do mais famoso Motonari), recebeu o “Oki” devido ao nome do poderoso Ouchi YoshiOKI, um daimyô cujas terras põem somente ao oeste. Mori Takamoto, filho de Motonari, recebeu o Taka por questões de etiqueta, oriundo de YoshiTAKA, filho de Yoshioki. Terumoto, por sua vez, recebeu o Teru do nome do Shogun Ashikaga Yoshiteru. Como o shogunato Ashikaga obteve tão grande força política, o acrescimo de Teru foi de fato considerado uma honra receber como prêmio um caractere do nome do shogun. Outro daimyo conhecido que recebido a honra de possuir um ideograma do shogun foi Asakura Yoshikage.


Imagawa YOSHImoto
Matsunaga HisaHIDE
Shimazu YOSHIhisa
Takeda HARUnobu (Shingen)
Uesugi TERUtora (Kenshin)


Alguns samurai, especialmente senhores, puderam optar por mudar os caracteres em seu nome em algum momento de suas vidas, freqüentemente como um resultado de uma espécie de recompensa mencionada acima. Ocasionalmente esta mudança de nome podia ser realizada num evento casual ou de conveniência política. Essa recompensa podia por vezes ser estendida a um privilégio familiar. Masamune, por exemplo, recebeu um nome de família honorífica “Hashiba” de Toyotomi Hideyoshi. Durante o ano 1590 ele ficou próximo a Tokugawa (Matsudaira) Ieyasu e como forma de demonstrar sua lealdade, em um gesto de subserviência, ele mudou o nome de sua família para Matsudaira.

Uesugi Kenshin fornece-nos como um exemplo simpático das várias razões pelas quais um daimyo poderia fazer a mudança de seu nome. Originalmente chamado Nagao Kagetora, mais tarde teria mudado seu nome para Terutora quando ele foi honrado pelo shogun, Ashikaga Yoshiteru (já que Kenshin era excepcionalmente filial a Ashikaga). Ele mudou seu nome outra vez para Masatora quando ele foi adotado por Uesugi Norimasa, aproximadamente em 1551.

Além dos nomes de infância e nome adultu, um samurai poderia também vir a adquirir um nome religioso. Certamente, o nome Kenshin é o mais conhecido, e isto fornece a nós um exemplo de um nome budista. Muitos samurai adotaram nomes budistas em algum ponto de suas vidas, ao menos nominalmente erguendo hábito de monge e barbeando suas cabeças. Algum daimyo apegaram-se mais seriamente do que outros, sendo Kenshin um desses.

Os nomes seguintes são exemplos conhecidos de daimyo que adotaram nomes do Budismo – seus nomes seculares em parêntese):

Asakura Soteki (Norikage)
HŌJŌ Soun (Nagauji)
Ikeda Shonyū (Nobuteru)
Maeda Gen-eu (Munehisa)
Miyoshi Chokei (Nagayoshi)
Ota DŌKAN (Sukenaga)
Ōtomo Sorin (Yoshishige)
Takeda Shingen (Harunobu)
Uesugi Kenshin (Terutora)
Yamana Sozen (Mochitoyo)

Em meados do séc. XVI no Japão alguns samurai tinham se convertido para o cristianismo e foram batizados com um nome ocidental. Embora raramente seja utilizado hoje como referência para qualquer figura dada, essa adoção não foi incomum.

Os seguintes nomes são exemplos de samurai famosos e seus nomes cristãos:

Gamo Ujisato: Dom Leão
Konishi Yukinaga: Dom Agostinho
Kuroda Yoshitaka: Dom Simeo
Omura Sumitada: Dom Bartolomeu
Ōtomo Sorin: Dom Francisco
Takayama Ukon: Dom Justo

Finalmente, nomes conhecidos de certos samurai incluem títulos ou posições que eles ocupavam. Seguem alguns exemplos:

Furuta Oribe (Shigenari)
Takayama Ukon (Shigetomo)
Yamamoto Kansuke (Haruyuki)
Yamanaka Shikanosuke (YukiMôri)

Ocasionalmente, um samurai poderia ser referido pela província que ele ocupava como o resultado de um título honorífico ‘senhor of…’ (…no kami).

O último nome que um samurai poderia assumir era o nome de morte, essencialmente dado a ele após esse fato. Seria um nome de espírito, e em alguns casos para marcar sua deificação. Isto poderia ocorrer em cerimônias e em decorrência de observações a respeito de sua linhagem de antecessores.

Ōtomo Sorin: Sanhisai
Takeda Shingen: HŌSHO-IN
Tokugawa Ieyasu: Tosho-daigongen
Toyotomi Hideyoshi: Hokoku daimyōjin
Uesugi Kenshin: SŌSHIN

Fonte: Blog Tenshi no Tsubasa

Referências: Conversas com Araki Sensei, Michie Hosokawa, Paulo Hideyoshi, Masa, sadao, Luiz yamada, Hidetaka Sensei.

O Significado de “Onegai shimasu”

“Onegai shimasu” é uma frase difícil de traduzir diretamente para o português. A segunda parte, “shimasu”, é basicamente o verbo “suru”, que significa “fazer”, conjugado no tempo presente. “Onegai” vem do verbo “negau”, que significa literalmente “orar por (algo)” ou “desejar (algo)”. O “O” no início é o “honroso O” que torna a frase mais “honorífica”. É claro, nós nunca devemos dizer a frase sem esse “O”. (Não confunda esse “O” com o “O” em O-Sensei. O “O” em O-Sensei é realmente “Oo”, significando “Grande” ou “Grandioso”.)

Na cultura japonesa, usamos “onegai shimasu” em várias situações. A conotação básica da expressão é o sentimento de expressar “boa vontade” em relação ao futuro de um encontro entre duas partes. De fato, é muitas vezes como dizer “Espero que nosso relacionamento traga boas coisas no futuro”. Costuma-se usá-la durante a celebração do ano novo dizendo “kotoshi mo yoroshiku onegai shimasu”, que significa “também este ano desejo boas novidades”. Capte a essência.

Outra conotação é “por favor” como em “por favor, permita-me treinar com você”. É uma solicitação freqüentemente usada para pedir a outra pessoa que lhe ensine algo, expressando que você está pronto para aceitar o ensinamento da outra pessoa. Se você está se sentindo realmente modesto, pode dizer “onegai itashimasu”, que usa “kenjyougo”, a forma “humilde” do verbo. Isto o põe numa posição mais abaixo hierarquicamente do que a pessoa com a qual está falando (a menos que ela use a mesma forma).

A pronúncia correta seria: o ne gai shi ma su. (Falando tecnicamente, o último “su” é uma sílaba pausada-fricativa, sendo pronunciada como o “s” final em “gás”, e não como um “su” longo – tal como em “sul”).

J. Akiyama
24/03/2005

Texto conseguido do site: www.aikidobahia.com.br

Texto original em inglês: http://www.aikiweb.com/language/onegai.html

A mochila e as pedras

“Um fervoroso devoto estava atravessando uma fase muito penosa de sua vida, com graves problemas de saúde em família e sérias dificuldades financeiras. Por isso orava diariamente pedindo que o livrassem de tamanhas atribulações.
Um dia, enquanto fazia suas preces, um anjo apareceu-lhe, trazendo-lhe uma mochila e a seguinte mensagem:
– O Senhor compadeceu da sua situação e manda dizer-lhe que é para você colocar nesta mochila o máximo de pedras que conseguir, e carregá-la com você, em suas costas, por um ano, sem tirá-la por um instante sequer. Manda também dizer-lhe que, se você fizer isso, no final desse tempo, ao abrir a mochila, terá uma grande alegria.
E desapareceu, deixando o homem bastante confuso e revoltado.
– Como pode o Senhor brincar comigo dessa maneira? Eu oro sem cessar, pedindo a Sua ajuda, e Ele me manda carregar pedras? Já não me bastam os tormentos e provações que estou vivendo? – pensava o devoto.
Mas, ao contar para sua mulher a estranha ordem que recebera do Senhor, ela disse que talvez fosse prudente seguir as determinações dos céus, e concluiu dizendo:
– Deus sempre sabe o que faz…
O homem estava decidido a não fazer o que o Senhor lhe ordenara, mas, por via das dúvidas resolveu cumpri-la em parte, após ouvir a recomendação da sua mulher. Assim, colocou duas pedras pequenas, dentro da mochila e carregou-a nas costas por longos doze meses.
Findo esse tempo, na data marcada, mal se contendo de tanta curiosidade, abriu a mochila conforme as ordens do Senhor e descobriu que as duas pedras que carregara nas costas por um ano inteiro tinham se transformado em pepitas de ouro… , apenas duas pequenas pepitas!…”
Todos os episódios que vivemos na vida, inclusive os piores e mais duros de se suportar, são sempre extraordinárias e maravilhosas fontes de crescimento.

Temendo a dor, a maioria se recusa a enfrentar desafios, a partir para novas direções, a sair do lugar comum, da mesmice de sempre.

Temendo o peso e o cansaço, a maioria faz tudo para evitar situações novas, embaraçosas, que envolvam qualquer tipo de conflito.

Mas aqueles que encaram pra valer as situações que a vida propõe, aqueles que resolvem “carregar as pedras”, ao invés de evitá-las, negá-las ou esquivar-se delas, esses sim, alcançam a plenitude do viver e transformam, com o Tempo, o peso das pedras que transportaram em peso de sabedoria. Como está sua mochila????

Separação de Corpos utiliza expressão corporal e Aikido para tratar de rompimento amoroso

Responsável pela dramaturgia, direção, cenários e figurino, a atriz Renata Mazzei destrincha no palco as agruras de uma separação, utilizando expressão corporal inspirada nas técnicas do Aikido. A trilha é composta por Dudu Tsuda, da banda Trash Pour 4 e o figurino de autoria de Renata Mazzei e da atriz Suzana Alves. Separacao de corpos1_credito Vitor Vieira

A união de experiências pessoais com técnicas do aikido é base do novo espetáculo solo de teatro da atriz Renata Mazzei, do CEPECA (Centro de Pesquisa em Experimentação Cênica do Ator). Separação de Corpos é um projeto que une elementos de expressão corporal e técnicas da arte oriental aikido para contar a trajetória emocional de uma mulher que se separa do marido. A estreia é dia 8 de agosto, sábado, às 19 horas na Sala Experimental do TUSP . A temporada acontece aos sábados e domingos até 30 de agosto.

Concebida a partir das experiências pessoais da atriz e diretora, a dramaturgia, assim como todo o projeto, nasceu em meio à desordem da separação conjugal enfrentada por Renata em 2007. Diante da ebulição emocional gerada pela situação, a atriz alcançou os estímulos necessários para que, por meio de improvisações, construísse o roteiro e as cenas. “Quando comecei a criar a peça estava vivendo o fim de uma relação de 10 anos. Fui pega de surpresa, estava muito confusa, deprimida, angustiada e isso me trouxe uma turbulência emocional muito grande”, conta Renata.

Assim, das emoções, veio a criação: “Estava com meu mestrado atrasado, com dificuldade de me concentrar nele. Decidi, então, destrinchar esse tema, por uma necessidade íntima, como forma de entender o que eu estava vivendo e de me limpar de toda a carga negativa que uma separação traz. Não queria que isso fosse simplesmente uma terapia, mas que se transformasse em uma obra de arte com a qual outras pessoas pudessem se identificar”, explica Renata.

Aikido e dramaturgia
Além do texto, que expressa apenas uma parte dos elementos envolvidos no processo, a dramaturgia se completa com as imagens formadas pelos movimentos da atriz e pelos objetos utilizados em cena, ancoradas nas referências técnicas do aikido. A referência da arte marcial para a cena foi o resultado da pesquisa realizada por Renata em seu projeto de mestrado, O Aikido e o Corpo do Ator Contemporâneo.

Renata, que é praticante de aikido há 6 anos, explica: “Enquanto aprendia as técnicas do aikido fui percebendo que, em diversos aspectos, esta arte respondia a diversas questões surgidas no meu trabalho. Então passei a treinar não mais como uma mera aikidoista, mas como uma atriz pesquisadora, interessada em extrair desta arte marcial seus elementos essenciais e estabelecer uma ponte com meu trabalho de atriz”.

Na primeira parte da peça, está uma mulher que se prepara para o encontro com o amado. A fala é suprimida e a cena se conduz apenas por ações físicas. Em cena, um lençol simboliza o quimono usado no ritual de preparação das gueixas. Assimetria, ritmo lento e movimentos suaves denotam a inspiração na temática japonesa. Depois, o lençol se transforma no homem. O casal vive, assim, uma noite de amor representada pelos movimentos suaves da atriz. O homem, em seguida, vai embora. Essa partida é simbolizada pelo embate da mulher com o lençol – que agora deixa de ser o homem e se torna o vazio deixado pela separação.

Separacao de corpos6_credito Vitor VieiraA peça se desenrola com a percepção de solidão que assola a mulher e sua conseqüente prostração e desespero diante do abandono, que a leva ao luto. “Como símbolo de luto, uso uma saia inspirada no hakama que é uma roupa usada no aikido pelos praticantes mais graduados. Originalmente era usado por samurais para proteger as pernas enquanto andavam a cavalo. Em combate, o hakama escondia as pernas, tornando mais difícil prever a movimentação, dando assim, vantagem durante o combate”, explica a atriz.

As falas surgem quando começam os primeiros desequilíbrios e quedas, que sinalizam a desestabilização da personagem. A atriz passa pelos sentimentos de saudade e revolta, típicos dos términos de relação, enquanto recita textos criados durante a improvisação nos ensaios. Uma das referências técnicas do aikido utilizadas para retratar a revolta é o jyuwasa, uma seqüência livre de ataques do uke (quem recebe a técnica) sobre o nage (quem executa a técnica). Dos movimentos, a princípio, estáveis, surgem recordações que geram angústia, tristeza e raiva, explicitadas através da relação com os móveis, em que a atriz passa a ser golpeada pelos objetos em cena.

Ao atingir o esgotamento, a personagem toma a iniciativa de esperar o retorno do amado, alimentando a esperança de reconciliação, que o amado se recusa a aceitar. Simbolizando o homem, o bastão – chamado de jo no aikido – cria partituras, inspiradas nos golpes realizados com este elemento. “Pensei nele para a cena em que a personagem imagina o homem chegando, pelo sentido fálico do bastão e porque as movimentações com esse objeto são muito bonitas”, conta Renata. O desfecho da ação é a constatação do fim, a partilha dos bens entre o casal e a dissolução da relação, seguido pelo reinício do ciclo, que leva a personagem a seguir em frente.
Cenografia, trilha sonora e figurinos
No cenário, também de autoria de Renata Mazzei, caixas de madeiras espalhadas pelo ambiente fazem o clima da separação. “Caixas guardam segredos, conservam e protegem coisas, podem representar presentes ou objetos em mudança”, explica a atriz.

O princípio da esfericidade está presente em toda a estrutura da montagem, inclusive no cenário, na disposição das caixas. Como explica Renata, “todas as técnicas do aikido são circulares, pois, entende-se que o movimento circular é mais eficiente para vencer a resistência contrária”.

Sobre a trilha, composta pelo músico Dudu Tsuda (da banda Trash Pour 4), Renata explica que usou as músicas de Chico Buarque como estímulo, porque condiziam com o tema da separação, do amor e da saudade. “Só depois que as cenas estavam prontas é que o músico começou a criar a trilha”, conta a atriz. Já o figurino foi resultado da parceria entre Renata Mazzei e Suzana Alves, que também faz parte do CEPECA.

Sobre o grupo
O CEPECA (Centro de Pesquisa em Experimentação Cênica do Ator) foi criado em 2007 por alunos da graduação, mestrado e doutorado, com direção do Professor Dr. Armando Sérgio da Silva e está sediado na ECA-USP. O CEPECA tem, como objetivo principal, o desenvolvimento de projetos específicos na área de interpretação, através da aplicação de ações, procedimentos e exercícios visando resultados perceptíveis na cena teatral. Desde a sua criação, se preocupa em aprofundar as pesquisas na área da interpretação através de seus vários núcleos. Em seu repertório estão os espetáculos: Hamlet, A Mulher e o Cisne, Ana-me, todos de 2009. Está previsto para setembro de 2009 o lançamento de um livro composto por artigos escritos por seus integrantes a respeito das pesquisas desenvolvidas.

Sobre Renata Mazzei
Atriz formada pelo Teatro Escola Célia Helena (1998) e advogada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1997), Renata concluiu recentemente pesquisa em nível de Mestrado na Escola de Comunicação e Artes da USP e integra o CEPECA (Centro de Pesquisa e Experimentação Cênica do Ator) coordenado pelo Prof. Dr. Armando Sérgio da Silva, dentro do qual preparou os espetáculos Separação de Corpos e A Mulher e o Cisne. Renata fez parte da Arte Tangível Cia de Teatro até 2007, companhia com a qual apresentou os espetáculos Sobre Sonhos e Esperança – espetáculo inspirado na vida e obra de Paulo Freire (2006/2007) -, Itãs Odu Medeia (espetáculo inspirado nos rituais do Candomblé – 2006/2007), Solidão (2005) e Nasus e Flora- Uma estória de amor (2002 a 2005).

Para roteiro
SEPARAÇÃO DE CORPOS – Estreia dia 8 de agosto, sábado, às 19 horas, no TUSP – Sala Experimental. Direção, Dramaturgia e Cenário: Renata Mazzei. Figurino: Renata Mazzei e Suzana Alves. Assistência e supervisão: CEPECA (Centro de Pesquisa em Experimentação Cênica do Ator). Elenco: Renata Mazzei. Trilha Sonora: Dudu Tsuda. Duração: 50 minutos. Recomendação: 16 anos. Capacidade: 30 lugares. Temporada: sábados às 19 horas e domingos às 18 horas. Até 30 de agosto. Sinopse: Uma mulher, após ser deixada pelo amado, enfrenta diversos estágios emocionais em busca da superação dessa perda. Por meio do contato com os móveis da casa e das lembranças do passado, que desperta sentimentos como desespero, esperança, frustração, alegria, tristeza, desânimo e saudade, ela tenta se reajustar a nova realidade, descobrindo como seguir em frente. As ações da personagem bem como a concepção cênica foram inspirados no Aikido.

TUSP – Rua Maria Antônia, 294 – Vila Buarque – Tel. (11) 3255-7182. A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo. Ingressos podem ser reservados por telefone ou pessoalmente na administração do teatro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. Ingressos – R$ 20,00 (meia-entrada para estudantes, idosos e classe artística). Estacionamento conveniado: Rua Maria Antônia, 176 – R$ 6,00 mediante apresentação do carimbo ou comprovante de entrada.

Fonte: ARTEPLURAL Comunicação – Assessoria de Imprensa
Jornalista responsável – Fernanda Teixeira
MTb-SP: 21.718 – tel. (11) 3885-3671 / 9948-5355
fernanda@artepluralweb.com.br
www.artepluralweb.com.br

A Casa Tradicional Japonesa



0s japoneses tiram os sapatos ao entrar em suas casas a nas alheias. Normalmente se usa chinelo (suripas) nas áreas sem tatame. Esta regra deve ser observada também pelos estrangeiros.

Na foto acima, observamos os elementos típicos de um quarto japonês tradicional: esteira de tatame cobrindo o chão, biombo recoberto de papel opaco (fusuma) escondendo o local des¬tinado a guardar os objetos, a um biombo de papel translúcido (shoji). À esquerda, no final, está o tokonoma, uma alcova decorativa. Pinturas japonesas, caligrafias, arranjos de flores, cerâmicas a outros adornos colocados no tokonoma mudam conforme a estação.

Arranjos Florais na Janela

A decoração das casas tradicionais japonesas é minimalista. Acima, o revestimento translúcido do biombo de papel (shoji) a um arranjo floral refletidos numa mesinha central.

Festival de Hokkaido

A Ilha de Hokkaido, localizada no extremo norte do Japão, apresenta temperaturas que no inverno podem chegar a 20 graus abaixo de zero. É a região do Japão em que mais cai neve no período de dezembro a fevereiro.
Um festival que acontece em Sapporo, Hokkaido, no início de fevereiro, apresenta um concurso de esculturas de neve a de gelo. Festivais semelhantes são realizados também no norte do Japão.

1o o processo, não o produto

O processo é tão importante quanto as metas

O mundo moderno vem supervalorizando as metas. Todas as nossas ações são orientadas para o resultado, seja na vida profissional ou na pessoal. O problema de levar a vida dessa forma é que a meta é apenas um pequeno momento, que é atingida geralmente após um longo processo.

Se só ficamos felizes quando atingimos nossas metas, então seremos felizes por muito pouco tempo relativamente falando.

Um modo mais sábio de encarar a vida é valorizar o processo. Perder 10 quilos é uma meta louvável: fez bem para a saúde, para a beleza, para a autoestima etc. Só que isso não ocorre da noite para o dia. Para perder 10 quilos, é preciso perder um quilo antes. Quinhentos gramas antes. Um grama antes.

Cada ponto do processo deve ser aproveitado. Dele devem-se extrair lições, assim como quando se atinge a meta. O ponto final, na verdade, deve ser apenas mais um, o que fecha o processo. Mas ele é tão importante quanto os outros.

Não existe um caminho para a felicidade, para a realização. A felicidade é o próprio caminho.

Viagem aos templos japoneses

Conheça os lugares sagrados que contam a história do Japão

por Yayoi Wada
03.01.2006

Fonte: revista made in japan

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0103_templo_02.jpgNos templos xintoístas, é possível presenciar os rituais realizados pelos sacerdotes, especialmente no oshougatsu, o Ano-Novo japonêsEspalhados por todo o arquipélago japonês, os templos são mais que uma expressão do xintoísmo e do budismo, as duas maiores religiões do país. Presentes tanto na agitação dos grandes centros urbanos, como Tokyo, quanto nas ilhas paradisíacas, como Miya-jima, os cerca de três mil templos japoneses são símbolos da cultura e da identidade nacional.

Uma das maiores manifestações populares do país é o hatsumode, a primeira visita do ano a um templo budista ou xintoísta, que acontece no Oshogatsu, o Ano-Novo japonês. Na primeira semana de janeiro, os templos ficam lotados de pessoas que fazem ora­ções para garantir saúde e sorte para o ano todo. Além do aspecto religioso, os templos também são pontos turísticos importantes, pois revelam a riqueza da arqui­tetura e arte japonesas. Conheça a seguir templos que, pe­la cons­trução única e beleza, con­­tam a história do Japão.

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Acima: o templo Todai-ji, em Nara; uma japonesa reza no oshougatsu; fiéis visitam o templo de Asakusa, em Tokyo; e multidão se aglomera para fazer orações no dia 1º de janeiro

Herança histórica

Fonte: Organização Nacional de Turismo JaponêsO templo xintoísta de Yasaka, um dos mais belos de KyotoO templo xintoísta de Yasaka, em Kyoto, é um exemplo remanescente de 1868, época em que xintoísmo e budismo andavam juntos. Um portal em estilo budista com dois andares guarda a entrada do templo em vez dos habituais toriis. Uma das maiores atrações do templo ocorre em julho, quando Yasaka abriga o festival de Gion, um dos mais belos espetáculos de Kyoto, surgido no século 14 para purificar e livrar a população do calor e umidade do verão.

Como chegar

Endereço: Kyoto-shi Higashiyama-ku Gionmachi Kitagawa 625

Telefone: (00xx81) 075-561-6155

Acesso: 8min a pé da estação Kawaramachi, da linha Hankyu

Horário: das 8h às 18h

Entrada: gratuita

Espetáculo sobre o mar

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O torii situado em pleno mar, em meio à na­tureza deslum­brante da ilha de Myia-jima, faz do templo Itsu­kushima um dos mais belos do país. Desde o século 6, divindades mari­nhas eram veneradas no local, mas foi somente em 1168 que o templo ganhou todo seu esplendor. Itsukushima é chamado de templo flutuante porque, à noite, seus corredores suspensos ficam iluminados por lanternas, em um espetáculo incomum. A maioria dos turistas fica apenas metade do dia na ilha. Sorte daqueles que pernoitam no local, pois podem aproveitar um visual quase místico.

Como chegar

Endereço: Hiroshima-ken Saiki-gun Miyajimacho 1

Telefone: (00xx81) 0829-44-2020

Acesso: de Hiroshima, é possível chegar à ilha de ferry por 1,4 mil ienes

Horário: das 6h30 às 18h

Entrada: 300 ienes

Buda gigante

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Imponente, o templo de Todai-ji foi cons­truído em 745, pelo im­perador Shomu. Apesar de atual­mente restarem apenas dois terços do original, o Todai-ji ainda é consi­derado a maior construção em madeira do mundo. O grande portão sul do templo, Nandai-mon, é guardado por dois deuses, cada um com 7 metros de altura. No hall prin­cipal, está a ima­gem de Ru­shana Buddha, o Daibutsu, a maior estátua em bronze do Japão, que foi recons­tituída inú­meras vezes por cau­sa de terre­motos e incên­dios, mas ainda impressiona.

Como chegar

Endereço: Nara-ken Nara-shi Zoushicho 406-1

Telefone: (00xx81) 0742-22-5511

Acesso: 15min a pé da estação de Nara, da linha Kintetsu

Horário: das 7h30 às 17h30

Entrada: 400 ienes

Monumento restaurado

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Construído em 1895, o templo Heian Jingu homenageia dois imperadores: Kammu, o responsável pelo estabe­leci­mento da capital de Heian, e Komei, o últi­mo imperador a governar da cidade de Kyoto e que, em 1938, após um movimento popular, passou a ser reve­renciado no templo xintoísta. Em 1940, o Heian foi restaurado, e, em 1979, passou por novas reformas. Hoje é um dos pontos turísticos mais importantes de Kyoto. O estilo chinês da cons­trução chama a atenção dos turistas, com grandes halls em laranja e branco.

Como chegar

Endereço: Nishi Ten-o-cho, Okazaki, Sakyo-ku, Kyoto 606-8341

Telefone: (00xx81) 075-761-0221

Fax: (00xx81) 075-761-0225

Acesso: 10min a pé da estação, pelo metrô Higashiyama, ou de ônibus, em direção a Higashioji-dori

Horário: das 8h30 às 16h30

Entrada: gratuita

Templo das Águas

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Um dos templos mais visitados de Kyoto, o Kiyomizudera chama a atenção por possuir uma plataforma de ma­deira que fica sus­pensa sobre um vale. Sua cons­trução é bastante antiga, datando de 778, quando um monge visio­nário encon­trou uma fonte de águas claras, kiyomizu. Até hoje, acredita-se que a água da cachoeira de Otowa, que corre no tem­plo, pode curar doenças. Uma atra­ção pró­xima ao tem­plo budis­ta é o Jishu-jinja, um tem­plo xintoísta fa­moso entre na­morados que querem tes­tar seu amor.

Como chegar

Endereço: Kyoto-shi Higashiyama-ku Kiyomizu

Telefone: (00xx81) 075-551-1234

Acesso: as paradas de ônibus próximas são Kiyomizu-michi ou Gojo-zaka, na avenida Higashi-oji-dori

Horário: das 6h às 18h

Entrada: 300 ienes

Estilo grandioso

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Localizado em Nikko, cidade turística próxima a Tokyo, o templo de Toshogu foi cons­truído no século 15, atendendo a um pedido feito em tes­tamento por Tokugawa Ieyasu, o primeiro xogum e unificador do Japão, morto em 1616. A construção teve início no ano seguinte, mas Iemitsu, o terceiro xogum do clã Tokugawa, achou que o local não estava à altura da notoriedade de seu avô e deu ordem para que recebesse uma decoração ainda mais grandiosa. As obras foram concluídas em 1634, resultando em um design e estilo únicos. O templo de Toshogu é um dos mais visitados do país.

Como chegar

Endereço: Ibaraki-ken Nikko-shi Yamauchi 2280

Telefone: (00xx81) 0288-54-0560

Acesso: 15min a pé das estações de Nikko, das linhas Tobu ou JR

Horário: das 9h às 17h

Entrada: por 900 ienes, é possível visitar dois templos xintoístas e um budista nas proximidades

Ponto turístico de Tokyo

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Ponto de encontro de turistas de várias partes do mundo, o templo Senso-ji, também conhe­cido como Asakusa Kannon, é um ver­dadeiro cartão-postal da capital ja­ponesa, com suas lanternas enormes decoradas e o portão laqueado de ver­melho na entrada sul. Fundado no século 17 em homenagem a Kannon, a deusa da Piedade, o templo budista tem seus portões guardados pelos deuses Raijin, deus do Trovão, e Fujin, deus do Vento, no Portão do Trovão, ou Kaminari-mon. Ao norte do Asakusa Kannon, está o portão Hozo-mon. Guardiões dos tesouros do templo, sutras chineses do século 14, são ainda mais imponentes que os do Portão Kaminari-mon.

Como chegar

Endereço: Tokyo-to Taito-ku Asakusa 1

Telefone: (00xx81) 03-3842-0180

Acesso: estação de Asakusa, das linhas de metrô Toei Asakusa ou Ginza

Horário: das 6h às 17h

Entrada: gratuita